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Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

UE APROVA MEDICAMENTO PARA A OBESIDADE

 

Numa decisão sem precedentes, a União Europeia aprovou a comercialização de um medicamento para emagrecer não sujeito a receita médica.

Da farmacêutica GlaxoSmithKline, o remédio tem como substância activa o orlistato 60 mg e está indicado para pessoas com um índice de massa corporal igual ou superior a 28 kg/m2.

A substância é conhecida pelos clínicos há dez anos, numa versão de 120 mg e tem sido utilizada sempre apenas mediante prescrição médica.

A versão de venda livre já é comercializada nos Estados Unidos - desde Junho de 2007 - e deverá chegar às farmácias europeias durante o primeiro trimestre do ano, com um preço próximo dos 60 euros.

O medicamento foi testado em mais de 100 estudos clínicos e actua localmente no sistema digestivo, impedindo a absorção da gordura.

Segundo resultados publicados, a toma do remédio em simultâneo com uma dieta baixa em gorduras e em calorias ajuda a perder mais 50% de peso do que a redução conseguida apenas através de uma alimentação regrada.

Parece uma nova esperança para as pessoas que têm dificuldade em emagrecer. É importante não esquecer, no entanto, a associação a uma dieta pobre em calorias e rica em vegetais, fibras e fruta, além da manutenção de uma vida activa com algum exercício físico e hábitos saudáveis.

fonte: Jornal Expresso
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publicado por Dreamfinder às 17:25

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Quinta-feira, 19 de Abril de 2007

OBESIDADE INFANTIL

É nos meios urbanos que a obesidade infantil deixa a sua marca mais pesada. No entanto, a ruralidade também não mostra um cenário diferente. As estatísticas dizem que, a nível nacio­nal, 31,5% das crianças entre os 9 e os 16 anos são obesas ou sofrem de excesso de peso. E daqui sobressai uma conclusão: é preciso agir. Caso contrário, a já ameaçada esperança média de vida destas crianças vai ser ainda mais curta do que aquela que a geração dos pais tem neste momento. Perante a informação que é disponibilizada constantemente, ainda é pouca a sensibilização para este problema, que a Organização Mundial de Saúde entende como uma das actuais e preocupantes epidemias. Parecem passar despercebidas a pais e Estado as consequências reais a longo prazo, sobretudo quando se tem em conta que a alimentação incorrecta e a escassa prática de actividade física são a base desta situação, não só nos adultos, mas particularmente na população infantil.

Certo é que, neste momento, calcula-se que no futuro haja mais adultos que, para além de obesos, vão sofrer de patologias cardiovasculares, cada vez mais cedo. Vão ser mais atingidos pelos efeitos da diabetes mellitus tipo 2, que também tem subido significativamente nos jovens de hoje. Já para não falar de distúrbios da personalidade, decorrentes do estigma de ser gordo, como assinala uma campanha desenvolvida por estes dias nos diversos media.

É importante o desenvolvimento de programas de promoção e manutenção do controlo de peso em crianças e adolescentes que devem contribuir para pequenas mudanças sucessivas ao nível da alimentação e actividade física diárias, conducentes à aquisição de um estilo de vida mais saudável. Um dos problemas actuais é o facto de a dieta mediterrânea ter caído no desuso.


”Essa dieta, bem mais saudável, pela utilização do pão, do azeite, do peixe, da fruta e dos legumes está a ser substituída por outros alimentos prejudiciais.”

Dra. Sandra Martins

 

As pizzas, os hambúrgueres, as salsichas, a comida já previamente confeccionada que se coloca no microondas e os refrigerantes gaseificados são exemplos flagrantes. Há outra falha grave, que é a ausência de um bom pequeno-almoço, completo e diversificado. O papel dos pais na obesidade infantil assume duas vertentes essenciais. Em primeiro lugar, emerge a questão inevitável da hereditariedade. A verdade é que, “em pais obesos há aproximadamente 50% de possibilidades de os filhos virem a sofrer do mesmo problema”. O exemplo que os progenitores dão em casa influencia de igual modo o comportamento das crianças, seja através da alimentação, seja através de hábitos – ou não – de prática de actividade física.
A obesidade infantil é mais evidente nas raparigas do que nos rapazes. Por um lado, a acumulação de gorduras é superior nas raparigas. Há também factores culturais que perduram. Elas têm hábitos mais sedentários, enquanto eles apresentam sempre níveis superiores de actividade física. Na escola, os rapazes apresentam maior número de períodos de actividade moderada e intensa durante os intervalos, com jogos e brincadeiras. As adolescentes preocupam-se mais com a sua imagem, algo que desejam manter, apesar de nem sempre o fazerem da forma mais saudável. Contudo, até à segunda infância essas diferenças entre os géneros não são tão notórias, acentuando-se com a entrada na adolescência. Mas a mudança de comportamentos é algo difícil de empreender, pelo que requer a reunião de um conjunto de factores de natureza multidisciplinar que facilitem a sua concretização.

Paralelamente, o culto da magreza está aí para durar. Se antes, em tempos idos, a gordura era sinónimo de formosura e também de boa saúde nas crianças, agora o conceito inverteu-se. Os excessos no aporte de lípidos pagam-se mais tarde. E sabe-se hoje que a denominada aterosclerose – que consiste no bloqueio das artérias – começa a ganhar forma desde muito cedo. Depois virão os AVCs, a hipertensão arterial, o colesterol elevado, cada vez mais precocemente... e as mortes súbitas a partir dos 35/40 anos são já um facto comum.

Entre as medidas de prevenção incluem-se não apenas a sensibilização dos alunos nas escolas, mas a chave reside também na intervenção junto das cantinas. Algumas já começam a adoptar práticas mais saudáveis de fornecimento alimentar aos alunos. A verdade é que continuam a existir, na maior parte dos casos, tentações nos bares, nas máquinas de venda automática e pouca imaginação na oferta alimentar das cantinas e bufetes. O café no outro lado da rua é, muitas vezes, a opção mais lógica. Mas nem sempre a mais correcta do ponto de vista da saúde. Nem tudo deve entrar nas escolas e os fornecedores de alimentação devem ser alvo de um controlo mais eficaz. Paralelamente, a aprendizagem da alimentação saudável também deve ser incluída no currículo escolar, através dos projectos desenvolvidos pela comunidade educativa.

A publicidade televisiva aos produtos alimentares focada em crianças também merece duras críticas. Seria importante a interdição de anúncios a alimentos hipercalóricos, nomeadamente, durante os intervalos da programação infantil, como já acontece na Suécia e está a ser discutido em França e Inglaterra. Quanto mais jovens as crianças menos capacidade têm de conseguir distinguir as mensagens a que são expostas.

É importante que a obesidade infantil seja encarada como um grave problema da actualidade e que sejam divulgados os comportamentos preventivos a desenvolver para evitar o risco de obesidade e todas as consequências que deste problema advém, sensibilizando não apenas as crianças e os jovens, mas também os pais para a importância da educação de estilos de vida saudáveis.

publicado por Dreamfinder às 20:39

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Quinta-feira, 12 de Abril de 2007

ALIMENTAÇÃO E OBESIDADE

Durante muito tempo o obeso foi considerado por todos como o grande culpado pelo seu excesso de peso. Através de falta de vontade, de gula, de falta de controlo, impassibilidade e outros atributos pouco honrosos, acreditava-se que o gordo era o único responsável absoluto pela sua obesidade.

 Esta é o acumulo excessivo e patológico de gordura (molécula de triacilglicerídeo)  no organismo acima de 15% do peso considerado óptimo e que se observa através da comparação entre peso e altura, utilizando um padrão IMC, Índice de Massa Corpórea.

O IMC normal vai de 18 a 24,9 Kg/m, existe obesidade de grau I, II e grau III (chamada de obesidade mórbida).

Mas, qualquer que seja o parâmetro ou a definição empregada, não já como separar o termo obesidade de excesso de gordura corporal.

Sempre que houver uma ingestão de calorias (dos alimentos) maior que o gasto energético, haverá um armazenar de calorias na forma de gordura. A energia calórica que adquirimos nos alimentos vem de três tipos de nutrientes: as proteínas, as gorduras e os carboidratos. Mas a quantidade de calorias que um individuo necessita varia tendo em conta factores como a idade, o sexo e a actividade física. O corpo humano armazena exageradamente as calorias extras que não são essenciais nas células do panículo adiposo (tecido subcutâneo constituído por lóbulos de gordura). Não esquecendo que o que mais engorda são as gorduras e não o açúcar como por vezes se pensa.

Entre as causas prováveis da obesidade, o homem de hoje com o seu estilo de vida sedentário, não precisa de se esforçar fisicamente e isso diminui o gasto de energia na forma de calorias; a industrialização dos alimentos (ricos em carboidratos  e gorduras polinsaturadas) modificou o padrão alimentar; o hábito da alimentação rápida (fast-food) aumentou a oferta de alimentos extremamente calóricos na dieta; aspectos culturais e comportamentais do indivíduo, ganho de peso após o casamento e com o envelhecimento; as facilidades da vida moderna (automóveis, elevadores, controlos remotos, …); mulheres com cintura além dos 86 centímetros são mais susceptíveis de desenvolver cancro do útero, ou que engordaram mais de 20 quilos desde os seus 20 anos; algumas doenças com distúrbios endócrinos como o hipotireoidismo e a síndrome de Cushing, em que se revela o aumento da produção de hormonas pela glândula supra-renal e alguns outros desequilíbrios hormonais, mas significam menos de 2% dos casos de obesidade; a genética também já provou haver associação entre a obesidade e a hereditariedade.

O excesso de gordura repercute-se de forma negativa em todos os sistemas do organismo: causa doenças graves como a diabetes, os problemas respiratórios, devido à pressão que o acumulo de gordura no abdómen exerce não só sobre a cavidade abdominal como sobre a caixa torácica, dificultando a respiração; também os ossos e os músculos, são afectados pelo esforço adicional exigido para suportar o excesso de peso; influencia no funcionamento do sistema cardiovascular, elevados níveis de gordura no sangue se depositam nas artérias dificultando a irrigação sanguínea, tornando os vasos rígidos, que por sua vez elevam a pressão arterial; causa um intenso desgaste do coração ao impulsionar o sangue através dos vasos sanguíneos cada vez mais estreitos e rígidos.

Segundo um estudo efectuado pela Organização Mundial de Saúde, cerca de 300 milhões de pessoas actualmente são obesas. A obesidade também é considerada um problema de natureza estética e psicológica, além de ser um grande risco de saúde. Mas a tendência social para com os indivíduos obesos é de preconceito desumano: a discriminação estética, considerá-los pessoas sem força de vontade e preguiçosos.

A obesidade hoje já é considerada uma doença, tipo crónica, que provoca ou acelera o desenvolvimento de muitas doenças e que causa a morte precoce.

No tratamento já se usam, os medicamentos com acção sobre o apetite que actuam sobre neurotransmissores como dopamina ou serotonina, como é o caso dos anorexígenos ou, dos estimulantes da saciedade como a sibutramina; também se utiliza a famosa “banda gástrica” nos casos de obesidade mais graves.

A melhor solução a adoptar é levar uma vida saudável, com uma boa alimentação (poucas gorduras e com menos açúcar); evite o consumo de álcool e refrigerantes e beba água; 30 minutos de exercício físico por dia e vida ao ar livre, com pouca tv pelo meio.

 

 

publicado por Dreamfinder às 12:56

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